terça-feira, 10 de março de 2020

Rompimento de barragem particular em Icó acende alerta para construções irregulares

Foto Wandenberg Belém
Obarragem Maracanã, o proprietário do terreno onde o açude foi erguido, em 1984, disse ter “cedido o espaço para que o Governo do Estado assumisse a construção”. Raimundo Sobrinho garante que, a construção original, contou com orientação técnica.  rompimento da barragem Maracanã, no sítio homônimo, na zona rural de Icó, evidencia o cenário de médios e pequenos açudes construídos em propriedades particulares. Muitos desses reservatórios, a exemplo da barragem que se rompeu neste fim de semana, foram construídos sem qualquer acompanhamento ou supervisão técnica. 
No caso da 
No entanto, ao longo dos anos, os próprios moradores do Sítio Maracanã aumentaram a área de barragem das águas, saltando de 45 metros de comprimento, para 65 metros.
Esta expansão, no entanto, não teve supervisão ou autorização de nenhum órgão competente. Conforme o coordenador da Defesa Civil de Icó, Hélio Silva, a barragem não suportou a pressão da água. “A parede foi aumentada em 60 centímetros. Isso aumentou a capacida

Com o rompimento parcial de do açude e, com as cheias, a estrutura não suportou”, detalhou Silva.
da parede, áreas de plantio foram destruídas. Os agricultores estimam prejuízo de R$ 20 mil. Nenhuma casa foi afetada. Ainda conforme a Defesa Civil, outras barragens estão sendo monitoradas. “Notificamos dois pequenos açudes e os proprietários já estão tomando as providencias”, acrescentou Hélio. 
Com informações do Diário do Nordeste.

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